Na Doncasters Precision Castings, em Bochum (DPC), a fundição de precisão é utilizada para a produção de pás e palhetas destinadas a usinas de geração de energia com turbinas a gás estacionárias e a motores aeronáuticos. A fábrica, que emprega mais de 500 colaboradores, conta com um elevado grau de integração vertical de fabricação, produzindo internamente seus próprios moldes. Atualmente, os engenheiros responsáveis estão otimizando as instalações com recursos próprios. Um exemplo disso é a adaptação de uma garra robótica, utilizada na produção de moldes totalmente automatizada, com a instalação de um sensor. A função desse sensor é detectar se um pino de fixação está ou não totalmente estendido, garantindo a fixação segura de um cluster de cera antes que o robô o mergulhe em um tanque e o movimente, assegurando que o líquido cerâmico alcance também eventuais reentrâncias (undercuts) (Fig. 1).
Esse tipo de aplicação pode ser facilmente implementado, por exemplo, com o uso de um sensor indutivo. No entanto, como a garra precisa ser capaz de girar 360°, não é viável a utilização de cabos de alimentação ou de sinal. A solução lógica, nesse caso, é um sensor alimentado por bateria, capaz de transmitir sem fio o sinal “pino totalmente estendido”.
Os engenheiros de manutenção da Doncasters buscavam exatamente essa solução. A pesquisa foi concluída com êxito após uma visita ao site da divisão Controltec da steute. Em conjunto com a steute, foi definida a utilização de um sensor indutivo cilíndrico sem fio RF IS M12 (Fig. 2). Tanto a alimentação elétrica (via bateria) quanto a transmissão do sinal são realizadas por meio de um módulo separado e compacto (Fig. 3). Esse módulo utiliza a tecnologia de comunicação sem fio sWave, desenvolvida pela steute, que garante a transmissão confiável dos sinais para a respectiva unidade receptora, mesmo sob condições industriais adversas.
Inicialmente, um sensor sem fio foi testado em uma garra robótica. O resultado foi altamente positivo: o monitoramento da posição funcionou perfeitamente, inclusive em zonas de limiar. O robô somente iniciava a operação quando o pino estava completamente inserido na garra, eliminando assim o risco de danos à instalação ou aos moldes. Como consequência, a Doncasters decidiu equipar progressivamente todos os robôs utilizados na produção de moldes com sensores sem fio da steute.


